FITOTERAPIA CHINESA

ERVAS FITOA FITOTERAPIA CHINESA é uma refinada técnica milenar de tratamento, adotada pela Medicina Tradicional Chinesa.

Apesar do termo “fitoterapia” se referir ao tratamento por meio de plantas medicinais (do grego, fitos, planta; terapia, tratamento), a FITOTERAPIA CHINESA também se utiliza de ingredientes de origem animal e mineral na elaboração de suas fórmulas magistrais, além do uso de ervas e plantas medicinais.

A fitoterapia, de forma geral, é tão antiga quanto a história da humanidade. Todas as antigas civilizações têm suas próprias referências históricas vinculadas ao uso das plantas medicinais para fins curativos.

Nas culturas antigas, a manipulação de ervas e elementos da natureza estava ligada à alquimia e os “entendidos” eram vistos como magos e pessoas de grande poder, pois aplicavam as plantas medicinais como agentes de cura, demonstrando uma compreensão surpreendente dos diferentes efeitos de cada espécie vegetal.

Uma tumba descoberta por arqueólogos no Irã, em 1963, comprovou a existência de uma fitoterapia rudimentar há mais de 60 mil anos. O fato não é de se estranhar, se considerarmos que o mundo vegetal sempre constituiu importante fonte de alimentos para a espécie humana e que o conhecimento das plantas saudáveis e tóxicas acumulou-se pelo método da experimentação. Por esse caminho, os habitantes das cavernas aprenderam também a identificar as espécies curativas.

A cultura chinesa é uma das mais antigas nas quais se acham relatos da utilização de plantas, animais e minerais com fins terapêuticos.

Esses relatos foram encontrados no primeiro livro de medicina interna, chamado “Huang Di Nei Jing” escrito na dinastia Han, por volta de 3000 anos a.C..

Neste tratado foram listadas 13 fórmulas de fitocompostos, apresentadas sob a forma de pílulas, pós, chás, emplastos, unguentos, decocções etc.

Outro grande tratado que data de aproximadamente, 219 a.C. é o Shan-han Zabing Lun (Tratado das Diversas Doenças do Frio Nocivo), que contém mais de 113 fórmulas magistrais chinesas. A primeira produção em massa de fitoterápicos data da dinastia Song (960 d.C. a 1279 d.C.), quando o império feudal chinês construiu um hospital para uso da família real. Uma farmácia herbária foi criada nesse hospital e as fórmulas foram coletadas por um famoso médico da época, Chen Shi-Wen. Dessas formulações, 788 fórmulas foram publicadas no texto Tai Ping Hui Min He Ji Ju Fang (Fórmulas do bem-estar popular), datado de 1151 d.C.. Na dinastia Ming (1368 a 1644 d.C.) e na dinastia Qing (1644 a 1911 d.C.) muitas farmácias herbárias particulares forma abertas. Alguns destes medicamentos produzidos por estas farmácias eram secretos.

Atualmente, existem inúmeras pesquisas científicas que comprovam os efeitos das fórmulas magistrais chinesas no tratamento de diversas doenças crônicas, inclusive doenças idiopáticas (de causas desconhecidas), trazendo assim uma nova esperança para a cura de doenças intratáveis dentro da medicina ocidental. Na China, desde os anos 50, vários fármacos vêm sendo desenvolvidos e utilizados em seus hospitais.


Os diversos ingredientes que compõem cada fórmula são combinados em proporções que maximizam seus efeitos terapêuticos e inibem possíveis efeitos colaterais. O conhecimento destas combinações e proporções é fruto de milhares de anos de experimentação e pesquisa.

A Medicina Tradicional Chinesa utiliza diversos métodos para classificar as ervas chinesas que emprega em seus medicamentos, tais como, as 4 Naturezas, os 5 Sabores, os Meridianos e os princípios complementares Yin/Yang.

Entanto, para aplicação das fórmulas magistrais chinesas é imprescindível a realização prévia de diagnóstico preciso e incontroverso, baseado nos princípios da Medicina Tradicional Chinesa, para determinação da síndrome e recomendação correta das fórmulas magistrais. Em outras palavras, apenas os profissionais habilitados e com conhecimento de Medicina Chinesa estão aptos a prescrever tais fitoterápicos.

A FITOTERAPIA CHINESA pode servir de terapêutica única para o tratamento das síndromes diagnosticadas pelos métodos da Medicina Tradicional Chinesa, ou utilizada em conjunto com outras técnicas, como a acupuntura, a auriculoterapia, visando sempre acelerar a resposta de tratamento dos pacientes.

“Que teus alimentos sejam teus medicamentos, e que teus medicamentos sejam teus alimentos!” (Hipócrates)